Open Innovation Week

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SENAI e o GP da Inovação no Open Innovation Week 2013

Qual o papel do SENAI nos ecossistemas de inovação tecnológica? Para responder a essa pergunta, o SENAI, representado por sua Unidade de Tecnologia e Inovação – UNITEC, realizará em Novembro o primeiro Grand Prix SENAI de Inovação. Queremos contar às universidades, empresas, sejam grandes ou startups, e à sociedade como um todo, que o SENAI é agora um player de inovação aberta, que estamos de portas abertas para que venham e desenvolvam tecnologia e inovação conosco. Para isso contamos com o Wenovate, ITA, FGV, Politecnico di Milano e outras empresas parceiras apoiadoras.

A UNITEC é responsável pela gestão da implantação de Institutos SENAI de Inovação – ISIs; e Institutos SENAI de Tecnologia – ISTs; como parte do Programa de Apoio à Competitividade da Indústria. Os ISIs são núcleos especializados em temas transversais, destinados à pesquisa aplicada e à inovação pré-competitiva, uma vez que eles fazem a ligação entre a pesquisa básica e o lançamento de produtos – inovação – pelas indústrias.

A figura desse ator que conecta universidade e empresa não existe com muita força no Brasil. Nossa ideia é ampliar e multiplicar esse tipo de conexão. Hoje temos em nosso escopo 24 ISIs e 62 ISTs em todo o Brasil, que serão pontes entre a academia e a indústria. Os institutos de inovação são mais dedicados a esse papel de ponte, enquanto os institutos de tecnologia respondem pela prestação de serviços técnicos.

Um exemplo de serviço técnico que podemos citar é o caso dos motores flex. Os injetores do motor flex foram desenvolvidos no Brasil, mas antes se exigia que fossem mandados para testes no exterior. Os ISTs existem para impedir esse tipo de burocracia e realizam testes e serviços tecnológicos para a indústria brasileira. Por um lado, encaramos isso como um problema, por outro como uma oportunidade, já que à medida que a indústria gasta menos recursos com testes, ela ganha em competitividade. Por sua vez, o ISI ajuda a desenvolver novas tecnologias, baseado nas principais demandas das indústrias. Se há uma demanda de motores mais eficientes, por exemplo, ele irá ajudar a indústria a desenvolvê-los.

Fora isso, temos doze redes temáticas que fazem a conexão entre assuntos co-relatos. Existe uma rede de química, por exemplo, que navega dentro de escolas e universidades identificando sinergia e disseminando conhecimento por meio de seminários, workshops e construção de projetos conjuntos. Também temos uma área de gestão de inovação tecnológica, cuja missão é transformar o atendimento à indústria em uma grande rede de inovação tecnológica, trabalhando colaborativamente em torno de problemas em comum.

Pensando em uma rede de inovação, portanto, os Institutos SENAI são pontos que precisam ser interconectados e conectados aos ecossistemas de inovação existentes. Para tal, o SENAI conta com dois mecanismos: o Edital SENAI SESI de Inovação; e o Grand Prix SENAI de Inovação.

O edital SENAI-SESI de inovação, lançado em 2006, anualmente oferece R$ 30,5 milhões para fomentar projetos de inovação em parceria entre empresas de pequeno e médio porte com as unidades do SENAI. Além do financiamento, disponibiliza toda a infraestrutura e competências tecnológicas às empresas para desenvolver e lançar novos produtos e serviços no mercado. Até agora já recebemos mais de 3.000 propostas de projetos. Somente em 2013, foram quase 1.500 propostas de 1.100 empresas diferentes.

Já no Grand Prix SENAI de Inovação, que será realizado durante o OIW – Open Innovation Week, vamos colocar a nossa metodologia de inovação tecnológica em rede à prova – durante 72 horas – para aprender como inovar de maneira aberta e colaborativa, com foco no em inovação de alto impacto.

O resultado final desejado é que as ideias sejam cocriadas com as indústrias que lá estarão presentes. Essas ideias serão desenvolvidas na forma de conceitos, e estes conceitos serão prototipados com a ajuda de Designers da Rede de DESIGN do SENAI, do Instituto Politécnico de Milão e dos engenheiros do ITA, sendo que os protótipos serão analisados com o apoio do INPI, para que sejam potencialmente patenteados. A partir dessa hipótese, tentaremos buscar a criação de novos modelos de negócio e, para isso, contamos com a parceria da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para fechar o ciclo, queremos que essas ideias sejam avaliadas pelas empresas e instituições parceiras.

As melhores ideias serão disponibilizadas em um pool de ativos, para fomentar a criação de novos negócios inovadores, durante o “Desafio SENAI de Empreendedorismo”, previsto para o 1º. Semestre de 2014. Queremos mobilizar a todos por meio desse banco de ideias, da criação de um desafio, a exemplo do Desafio Brasil FGV, mas também queremos fomentar a criação de ideias com um banco de patentes. As melhores soluções ganharão a licença da patente e, possivelmente, um fomento para sair do zero e empreender. Será oferecido pelo SENAI a infraestrutura necessária para a empresa se instalar, com ênfase na parte laboratorial, especialmente para as Startups de Base Tecnológica. Um fato importante nesse processo será o apoio do INPI – Instituto Nacional de Marcas e Patentes durante o GP.

Como um experimento de inovação aberta, o GP SENAI de Inovação nos ajudará a entender qual o nosso papel nesse ecossistema de inovação aberta. Esperamos, assim, atender a uma demanda de Startups de Base Tecnológica, inserindo a Rede SENAI de Inovação, com seus Institutos e Redes Temáticas, com apoio do Edital de Inovação, a serviço da Inovação da Indústria Brasileira, e apoiando o aumento de sua competitividade.

Fonte: Boletim Wenovate

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